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Para começar o mês das mulheres, duas brasileiras que arrasaram

No início deste março, mês da mulher, não podemos deixar de citar duas brasileiras que foram destaque no noticiário internacional.

Ester Sabino e Jaqueline Goes de Jesus lideraram a equipe que sequenciou o DNA do coronavírus 48 horas depois do primeiro caso efetivamente confirmado no Brasil – e na América Latina.

Para dar uma ideia do tamanho do feito, cientistas de outros países estão levando cerca de duas semanas. De acordo com artigo da revista Galileu, o estudo ajudará epidemiologistas, virologistas e especialistas em saúde pública a desenvolverem vacinas e testes diagnósticos.

E quem são estas mulheres?

Ester Sabino é diretora do Instituto de Medicina Tropical (IMT) da USP e coordenadora do Centro Conjunto Brasil-Reino Unido para Descoberta, Diagnóstico, Genômica e Epidemiologia de Arbovírus (CADDE), que é apoiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de S. Paulo (Fapesp) e pelos britânicos Medical Research Council e Fundo Newton.

“Ao sequenciar o genoma do vírus, ficamos mais perto de saber a origem da epidemia. Sabemos que o único caso confirmado no Brasil veio da Itália, contudo, os italianos ainda não sabem a origem do surto na região da Lombardia, pois ainda não fizeram o sequenciamento de suas amostras. Não têm ideia de quem é o paciente zero e não sabem se ele veio diretamente da China ou passou por outro país antes”, declarou à agência FAPESP.

Jaqueline Goes de Jesus é pós-doutoranda na Faculdade de Medicina da USP e bolsista da FAPESP. Faz parte do ZiBRA Project – Zika in Brazil Real Time Analysis, projeto de mapeamento genômico do vírus Zika no Brasil. Durante seu doutorado, ela contribuiu para o aprimoramento de protocolos de sequenciamento de genomas completos pela tecnologia de nanoporos dos vírus Zika e HIV.

“A terceira mutação é uma mutação única, não encontrada na sequência mais próxima, que é a sequência da Alemanha. Então, provavelmente é uma mutação que já aconteceu na transmissão para o paciente brasileiro”, explicou Jaqueline Goes de Jesus em entrevista ao site G1.

É claro que as duas cientistas brasileiras não trabalharam sozinhas. O estudo foi conduzido ao lado de pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL), da Universidade de Oxford e do Instituto de Medicina Tropical da Universidade de São Paulo (IMT-USP).

A elas, o nosso agradecimento!

Para todas as mulheres, a nossa homenagem e a certeza que o mundo com oportunidades iguais para todos será ainda melhor.

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